CONCEITO E FREQUENCIA

CONCEITO
Comumente, um casal é considerado infértil quando tenta engravidar, sem sucesso, por mais de 12 meses. Nesse caso, no geral, seria adequado consultar-se com um médico especialista em infertilidade após 12 meses de tentativas frustradas de gravidez..

Claro que esse não é um conceito geral e que há casos específicos em que esse “tempo de espera” para procurar ajuda não deve ser respeitado. Um dos principais fatores que leva um casal a procurar um especialista mais precocemente é a idade da mulher.

A mulher, com mais de 37 anos, não deve esperar 12 meses para procurar orientação médica especializada em tratamentos para engravidar. Aliás, a mesma situação ocorre em casais que sabidamente apresentam condições que predisponham a infertilidade como, por exemplo, endometriose, ciclos menstruais irregulares, síndrome dos ovários policísticos, gestação ectópica anterior (geralmente nas trompas), laqueadura tubária, ocorrência de dois ou mais abortos consecutivos, baixa produção de espermatozóides e vasectomia.


FREQÜÊNCIA
A dificuldade de engravidar acomete, aproximadamente, 15% a 20% dos casais. Essa freqüência está aumentando nas últimas décadas devido aos seguintes fatores: A tendência das mulheres engravidarem com a idade avançada e aumento do número de casos de endometriose.

O gráfico abaixo representa a freqüência dos diferentes fatores que impedem a gravidez e, sucessivamente, casais que necessitam de tratamento para engravidar.

Fonte: National Summary and Fertility Clinic Reports, 2004 – Centers for Disease Control- USA.

Alguns dados interessantes puderam ser visualizados nesse gráfico. Primeiramente, vemos que mesmo com todo o avanço no arsenal diagnóstico dos últimos anos, ainda temos 12% de infertilidade sem causa aparente. Além disso, como se pôde ver, em 11,7% das vezes, temos múltiplas causas femininas responsáveis pela dificuldade em engravidar e, em 18,4%, há um misto de causas masculinas e femininas responsáveis por essas dificuldades.

Isso reforça o conceito de que é imprescindível a realização da pesquisa diagnóstica completa nos casais inférteis, mesmo quando já sabemos a possível causa de sua dificuldade para engravidar. Enquanto exemplo, não é porque um homem chega ao consultório já sabendo que é vasectomizado que devemos nos esquecer de investigar a sua mulher.