ASSISTED HATCHING 

O óvulo é envolvido por uma camada glicoproteica, chamada zona pelúcida, que tem a função de proteger o gameta feminino. Durante a fertilização, a zona pelúcida regula as interações espécie-específicas entre óvulo e espermatozóide, impedindo a fertilização entre espécies diferentes, e impede que ocorra a entrada de mais de um espermatozóide no óvulo (poliespermia).

Após a fertilização, a zona pelúcida evita a desagregação das células do embrião, modula a troca de nutrientes, facilita a passagem do embrião pela tuba, previne a ligação prematura do embrião na tuba e endométrio e protege o embrião contra agentes patogênicos (vírus e bactérias), toxinas e fagócitos.

Durante o período de implantação, é preciso que ocorra o rompimento da zona pelúcida, para que o embrião consiga sair e se fixar no endométrio (“hatching”). Anormalidades na estrutura e funções da zona pelúcida podem resultar no impedimento da fertilização, queda da viabilidade do embrião e falha de implantação.

Alguns motivos, entre eles a idade do óvulo, tornam a zona pelúcida mais espessa, muito resistente, dificultando a saída do embrião e, consequentemente, a sua implantação.

O “Assisted Hatching” é uma técnica utilizada para auxiliar a saída do embrião da zona pelúcida. Para isso é feita uma abertura na zona pelúcida, que pode ser realizada por meios mecânicos, químicos ou com laser.

Algumas pesquisas sugerem que embriões transferidos com zona pelúcida fina tem melhores chances de sucesso nos resultados de implantação e gestação.